Textos avulsos; momentos diarinhos. Uma tentativa de descrição de uma rua, um momento, um pensamento. Sou acreana e moro no ceará. Virgiana pura. Acho lindo a tristeza, a solidão, a melancolia. Gosto de chocolate e música que faz chorar. Rimas bonitas; dias chuvosos, um belo livro; sorriso largo; vinho; gosto de mandar mensagem pra celular, roer unha, ver o pôr-do-sol. Tenho posse, ciúme, e outros defeitos, não gosto de abacaxi, sapoti, ameixa, sorvete de menta, e por aí vai.
só pra complementar: gentileza é uma palavra bonita.
Domingo, Outubro 30, 2005
eu agora mudei de casa. uma casa meio verde, meio ciano. uma casa com bolhas e uma pitadinha de alegria, uma casa com pretensão de textos sem gênero literário, menos exposição mesmo sabendo que isso é meio impossível no mundo dos blogs. eu agora moro aqui:
A Telemar teve um início de incêndio. Prejudicou alguns telefones e me deixou sem internet por uns dias, que pra mim foi como um mês. Algumas novidadelas. Mas a única que posso falar é que estou com um blog novo nascendo, isso mesmo, nascendo. Porque ele foi interrompido devido a indisponibilidade da velox. Ele é, digo, está ficando lindo. Então vou deixar pra contar coisas boas lá, quando ele já estiver prontinho.
Calma calma, quando o moço nascer por inteiro, eu divulgarei aqui.
¬ a noite nessa Fortaleza tem me saído um livro já lido. aliás, tudo tem me saído um livro já lido. as mesmas pessoas, festas pretenciosas de animações quando na verdade são um só fracasso. um repertório de cor. me falta praia. mais tardes com lanches feito pela chefe da turma. uma visita surpresa da vizinha coordenadora da turma. ...e mais convites de cinema no meio de uma tarde. meu sorriso precisa de tão pouco para mover-se, mas as vezes ele insiste nessa coisa congelada.
¬ meu voto é nulo! porque eu já cansei de peso na consciência.
¬ ele agora tem um BLOG. ele é o meu cosinha mais lindo. e eu o amo muito. e eu rasgo seda mesmo.
¬ uma vela e tudo fica mais bonito.
¬ porque a vida é um inferno pra quem tem um diploma de publicitário e nasceu pra escrever coisas com asas, e não aqueles moldes pesados impressos num papel, nomeado de briefing. coisa do demo.
¬ apesar de. tem um borbulho de felicidade por dentro.
PS - borbulho é uma palavra bonita, mas só me lembra Fagner. ... e isso não é um momento diarinho não.
Momento Diarinho: # O que toca aqui: Radiohead, com Sit Down. [eu adoro essa música]. # Um outubro em que o sol tem caído todo santo dia. Ai. # Verbo do dia: fuçar. # Ai jisus, ruim é quando a carapuça cai bem em cima do pé. Bufo! # " - Nem sempre as conversas nos levam a algum canto. - Ao menos, nos conduzem de um silêncio ao outro". [João Carrascoza]; # Diquinhas de filme: Loucos de amor. Muito fofo, vale a pena ver [jordana, não é triste não]. # Receita para sorriso largo: 3 limões. 2 pedrinhas de gelo. Sal. 1 cerveja [bohemia de preferência] Modo de preparar: Coloca o suco do limão num copo com as dua pedras de gelo, sal pra passar na boca do copo, mistura a cerveja junto e bebe até virar as pernas. # Mariana chegou. Agora a turma é um trio. Ieeii!!! # Eu não sou bruxa não! # "a idéia equivocada de que os homens deveriam ter a ambição de se parecer com cachorros". [Santo Agostinho] # Minha nossa senhora da luana sem noção. Eu tenho 8 livros emprestados. Eu já não sou mais a mesma. # Eu não fui ao show do Los Hermanos. E daí? # Bleu. # Saudade de mimar o loro; de café com a gleydinha; de praia e segredar com a mariana; de comer tortinha de morango com a candie; de ver o leo toda terça e quinta; de centro com o andie; de ficar bêbada junto com a diana, de almoço dia de quinta com a lella, da jordana piscando no meu msn, dos filmes que ele escolhe... de tanda da coisa. # "transferam ad sensum meum" [Descartes]. # Porque eu ainda quero viajar o mundo com ele... # Das minhas mentiras: Não, eu não sou viciada em nutella, apenas coleciono os copos. # VOLTEI. # Depois de 7 anos morando nessa Fortaleza, hoje fui pela primeira vez tomar o sorvete do tal do Juarez. [sim, eu me envergonho disso, quer dizer, me envergonhava] Mas uma coisa eu sei, de todos os sorvetes de cupuaçu vendidos aqui, lá é o melhor lugar. Lella, brigada por saciar minha vontade. # "Martela-me, por enquanto, a frase: um pensamento se pensa. É encontrar-se na estranheza inquietante do mais familiar que se faz estranho". [Marcia Tiburi]. # Candie, a gente tem que batizar meu afilhado na igreja daqui de baixo. # - eu fico sem fazer nada quando tu faz isso no meu braço. - por quê? - porque é bom. - e o que é que tem que fazer? - nenhuma coisa. - então não faz nada. # És fueda! # "Inês saiu dizendo que ia comprar pavio pro lampião. Pode me esperar, mané, que eu já volto já..." [na voz de Adoniran é o melhor]. # Rapá, eu só piso na pista do noise quando é noite de Plug It In. # "Depois de esforçar-me, escrevo variações de cada frase, concessões; tiros que não alcançam o alvo; possibilidades, até que meu livro de anotações pareça sonho de um lunático". [Virginia Woolf] # Chega de pão de queijo!!! # Das palavras bonitas: descompasso. # Eu já disse que o mundo virtual é coisa do demo, eu bem disse... # Tomo café ao meio dia. # "...você é de Virgem, não é? é o signo regido por Mercúrio, o planeta da inteligência, as pessoas de Virgem sempre conseguem o que querem embora no começo parece tudo muito difícil". [muito bom ler isso vindo do Caio F.Abreu, conforta qualquer virginiano como eu]. # O meio da semana. Um dia sempre bonito. # Fim.
Hoje, dia 16 de outubro este pequeno blog faz 3 aninhos. Isso mesmo, uma criança sapéca. E de todas as virtualidades que me meto neste mundo cibernético, como orkut, fotolog, enfim... de todas, o blog é o único que eu não penso e em apertar a tecla delete. Aqui tem historinhas por demais. Boas, ruins, bizarras, tristes, alegres... aqui é um pedacinho de mim. Miúdo, mas um pedaço. Pois pronto, como sou piegas, vou partir para as sessão besteirol:
estavam ali as portas janelas e varandas. estavam ali na fronteira do olhar onde o de dentro encontra justamente com o de fora. nesse ponto exato elas estavam. bastava um gesto. mas o meu estar parado era maior do que eu. estar parado/estar vivo: a mesma incompreensão e medo entre mim e aquele estar das coisas. estar ali como nunca ter chegado. estar ali como ter visto absolutamente tudo. estar ali por estar ali. e além de mim o que eu não ousava. [Caio Fernando Abreu].
...
os dias têm me saído uma bela lagoa. onde por diversas vezes penso em me afogar. ou no meu próprio poço de exagero.
Momento Diarinho: # O que toca aqui é: Maria Bethânia, com Mulher, sempre mulher. # Uma semana tooooda dentro de casa. # Das palavras bonitas: Deletério. # Eu ainda vou fazer um texto bonito e finalizar com a palavra acima. # "A consciência tem um grande problema com o olhar fixo do outro, com o momento em que sua própria subjetividade está sendo subjugada, ela própria, ao escrutínio de uma consciência diferente. [Sartre]. # Porque Valentin é o filme mais lindo do mundo, é o tipo de filme que você assisti uma, duas, três vezes e é a mesma emoção. # O verbo hoje é: calar. # "E amanhã? Não sei: é silêncio apenas". [Caio F. Abreu] # Eu tenho medo de carnaval!!! # "E qualquer desatenção, faça não .Pode ser a gota d'água...Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa..." [Chico Buarque]. # Eu procuro mil e um afogadilhos. # "Enfim, é à loucura que deveis as principais satisfações da vida, e tendes assim o prazer bem doce de usufruir até mesmo da loucura dos outros" [Erasmo] # Virtualidades. Já foi tempo de romantismo, arcadismo, realismo e pra não ficar de fora dos "ismos", agora tem o virtualismo. E desse ninguém escapa, e desse ninguém se esconde, e desse tudo é totalmente visível, previsível, indiscreto, dizível... Dá pra saber de "quase" tudo nesse mundo da internet. E esse "quase" tem ficado cada vez menor. # Bolhas de sabão. My favourite game! # "De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo. A oeste a morte contra quem vivo Do sul cativo O este é meu norte. Outros Que contem passo por passo Eu morro ontem Nasço amanhã Ando onde há espaço Meu tempo É quando..." [Vinícius de Morais] # Aprendi uma palavra em grego: Moria. # Voltando pra hidroginástica e capoeira. Pra não ter que comprar roupas novas... # "A normalidade é uma coisa muito sobrenatural" [Julio Cortázar] # Ganhei uma calota. # Se eu tapasse os ouvidos, talvez não tivesse ido tão longe. # "Bom dia, tristeza Que tarde, tristeza Você veio hoje me ver Já estava ficando Até meio triste De estar tanto tempo Longe de você Se chegue, tristeza Se sente comigo Aqui, nesta mesa de bar Beba do meu copo Me dê o seu ombro Que é para eu chorar Chorar de tristeza Tristeza de amar" [Ainda do poeta V.M.] # Pa pe pio. # Passa. Passss.... # Quero morar em Toscana. # Alguém conhece pessoas que trabalham em tirar ninhos de passarinhos gasguitos que moram em buracos de ar-condicionados??? # Vontade de centro. # "Coisa incompreensível" # I love Nutella!!! # "Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer..." # Ao Davi, minhas sinceras desculpas. Um mosquitinho amargo picou a tia desde a semana passada, e tem deixado ela de cama, de banzo, desgostosa da vida. Perdon. # O equador vai ficar mais bonito. E aqui só saudade. # Só pra não perder o costume: "acho que a vida anda passando a mão em mim..." [Viviane Mosé]. # Eu queria trabalhar no São Luiz. # E queria mil reias, pra passar duas semanas no Acre.
Só hoje pude saber que no jornal de ontem, Diário do Nordeste, saiu uma matéria sobre esse Solilóquios aqui. Também. Então, aproveito que esse blog é um blog mais diário do que literário, para agradecer a pessoinha que escreveu a matéria. Obrigadinha! link: Eu não tenho mais o que escrever para o post de hoje, aliás, vim aqui só pra agradecer o espacim no jornal, já que o texto anterior me arrancou uma pedra de dentro. E consequentemente, fiquei vazia, até então. Mas como eu cultivo muitas angústias e outras coisas. Não devo demorar. Não mesmo.
Onde enfiar essa minha mania de em um piscar de olhos, tornar tudo em minha volta um mar de letrinhas? Como se a praça em que vejo fosse colocada agora em uma folha de papel; como se, ver a menina na janela me surgisse um belo de um conto. Onde jogar toda essa minha capacidade de fazer dos movimentos, um suposto livro se abrindo? Tudo em mim faísca uma bela estória, que vive presa, amarrada, esmagada, não sei se no cérebro ou no coração, ou se nos dois. Mas é como se eu conseguisse fazer das cenas em que vejo, uma bela página de livro, que ninguém nunca leu ou nunca vai ler. Não sei... E quem sabe? Mas eu vejo, eu leio, eu sinto tudo que acabei de escrever na minha "pequena cabecinha". Nessa semana em que só dou ouvidos a filósofos e literatos, onde os demais só são demais [e eu me incluo nesta categoria]; como tem sido difícil e doído chegar em casa e me deparar com uma ruma de sentimentos fervilhando, uma ruma de estórias crescendo em mim e não saber que rumo seguir. Aonde crescer, aonde ir, aonde existir? Eu não costumo elogiar qualquer um, pois tenho timidez demais pra isso... tive um professor que um dia disse que iria ler todas as obras de Paulo Coelho pra poder fazer uma crítica negativa ou construtiva ao autor. E achei de tamanha "educação" essa atitude dele, e desde então, passei a agir como o mesmo. Eu só critico se me achar capacitada de ter argumentos suficientes ou até mesmo, capacitada de fazer melhor do que aquele o qual pretendo criticar. E então esse é meu lema, que serve também para os elogios. Não sou de "rasgar seda" se não tiver certeza de que a pessoa tenha um certo merecimento de toda minha babação. Tenho assistido palestras sobre educação, literatura e imagem, todas baseadas em teorias de Nietzsche e Deleuze. Mas ontem, vi uma palestra daquela moça que sempre cito aqui, conhecida pelo programa Saia Justa, e o que mais me comoveu, não foi o que ela quis passar ou não com o seu texto lido à mais de 30 pessoas atentas; e sim a escrita dela. Fiquei boba, pasmada com tamanha beleza de escrito, e é nessas horas que eu penso que minha vida é um livro, onde o amanhã ainda é uma página em branco... mas um livro. Tive um choque no cérebro! Me assusta essa capacidade de ver que a vida seria mais simples se todo mundo soubesse escrever os dias que nascem, e ainda de forma sutil, bonita, ou qualquer assunto que seja. E toda essa coisa que hoje morre, talvez passasse a ser imortal. Mas isso é algo que interrogo [?] Não sei! Efemeridade é um assunto que basta à tantos e à mim também, embora eu pensa muito, muito mesmo, mas eu só penso... Há diversas coisas que sei, e que acho que são coisas que remetem somente à mim, creio. Minhas opiniões costumo guardar em caixinhas trancadas a chave. E me deparo com resistências esgotadas quando essa caixa é quebrada. Não me importo se a folha hoje está mais verde ou não. Se eu leio Carrascoza e Adriana Falcão achando que são os melhores escritores contemporâneos, esquecendo que há outros tantos. Se vai chover nesse dia cinza ou se é apenas uma nuvem. Se a fulaninha lá gosta de poesias baratas escritas com rimas pobres. Ora! Eu adoro brincar com rimas pobres, muito embora aprecie mais as rimas ricas. Eu sou contraditória vez ou outra. Mas bato o pé diante daquele que belisca os meus prazeres, quando as vezes ninguém tem nada a ver com isso. Estudo filosofia dentro de casa. Sim! Assim como também, tiro 70 reais de uma mesada de 200 pra comprar livros todo mês. Porque certo dia um grande amigo meu disse que biblioteca pessoal é assim: "a gente tem que ter livro que leu, que não leu, e que nunca vai ler". Eu quero a minha biblioteca pessoal, e... Eu não compro livros pra sair de dentro da livraria me sentindo um tanto intelectual. Eu não leio filosofia, pra sentar numa mesa de bar e poder tagarelar com um e outro, dizendo que a vida deve ser seguida a base de Nietzsche, Freud, Foucault, Balzac, Peirce e outros. Eu temo as pessoas. Eu temo a mente alheia. Eu temo a demência do vizinho. Eu temo a ignorância dele, dela, deles, delas, de nós. Eu temo que as pessoas invadam minha vida e acabam vindo me dizer que a lasanha de caixinha que eu como faz mal. Que dormir tarde como eu durmo faz mal. Que Clarice é melhor que Caio Fernando Abreu. Que a cerveja que eu bebo engorda. Que eu deveria escrever literatura e não diários virtuais. Eu temo que um dia eu não consiga escrever de forma singela tudo o que vejo, tudo o que sinto e penso. Eu temo que um dia, ninguém possa compreender que aqui dentro tem uma imensidão de coisas bonitas, mas que até então, eu fico com esse ar de egoísta e as guardo só pra mim. Ou por diversas vezes, escrevo em uma folha de papel destinada ao lixo. Porque ainda acho que meu "eu" é mais seguro!
É só uma fase Luana. E quando passar, nem todo conto vai fazer derramar lágrimas; nem toda noite vai ser longa, nem toda manhã uma paulada na cabeça; nem todo fim de semana uma coisa assustadora; nem todas "as mesmas pessoas" um negócio chato de se ver; nem toda a cidade o lugar errado pra se viver os dias. É só uma fase, e quando passar... passou.
VI Simpósio Internacional de Filosofia. Eu inscrita, "inscritíssima". Começando neste domingo dia 2, e terminando na quinta dia 6. Felizmente algo pra salvar minha semana. E como se não bastasse, encontrei a moça ponto principal do meu projeto de mestrado em carne e osso; sim sim, Márcia Tiburi estava lá, e eu só senti a face corar por uns segundos... Vi palestras lindas sobre Nietzsche e Deleuze. A palestra sobre "Literatura, criança e animais", foi definitivamente esplendida. Beatriz Furtado lendo traços do seu projeto fez mil e um soprinhos no meu coração, com tamanha belezura de escrito. A dança "La faute du sang" deixou a tarde mais bonita. E eu só continuo achando que ter comprado o jornal de hoje, foi a melhor coisa que fiz.
Momento Diarinho: # Agora vou iniciar isso aqui com jogo da velha. # Todo mundo que me conhece bem, sabe que eu moro em Fortaleza há 7 anos e nunca tinha ido à Guaramiranga. Todo mundo que me conhece bem sabe que eu fui pra Guaramiranga neste fim de semana. Todo mundo que me conhece bem sabe que eu achei a cidadela a coisa mais linda do mundo. # FOTOS AQUI. # "O lunático enxerga mais demônios que o vasto inferno jamais abrigará" [Simon Blackburn] # Nasceu o Davi. # O verbo de hoje é: tagarelar. # Eu gosto do CD da Adriana Calcanhoto. Partimpim. # O que toca aqui é: Metrô. Com a musiquinha Achei Bonito. # "É tempo de meio silêncio, de boca gelada e suspiros, de palavra indireta, aviso na esquina. Tempo de cinco sentidos num só". [Carlos Drummond de Andrade] # Hoje cruzei os dedos, e não largo até que chegue a hora. # Mudou tudo, tudo! Agora é: "Intimidade e Melancolia: Pequenos Pedaços Falados de Caio Fernando Abreu". Na linha de pesquisa de Poéticas da Modernidade. As vezes me acho perdidinha, as vezes me acho imatura, as vezes me acho incapacitada de tudo. Mas deixo os dias correrem. Pelo menos tenho um belo título até então. # "Você metade gente, metade cavalo..." # Tenho tido estranhezas com minhas fases de solidão. Mas acho que depois de duas semanas tudo volta ao normal. Eu até voltei a comer pouco, a dormir mais, a ter preguiça de dirigir... Tudo como antes. # "Solidão é uma ilha com saudade de barco". [Adriana Falcão]. # Das palavras bonitas: adentro. # Manhêeee. Te beijo! # Acho que o orkut é coisa do demo. # Meu inglês ta um fracasso. # Alguém conhece alguma instituição que dê carteira de estudante à quem estuda em casa? # "Amam-me. É tempo ainda. Interroga-me. E eu te direi que o nosso tempo é agora. Esplêndida avidez, vasta ventura Porque é mais vasto o sonho que elabora Há tanto tempo sua própria tessitura. Ama-me. Embora eu te pareça Demasiado intensa. E de aspereza. E transitória se tu me repensas". [Hilda Hilst] # Sim sim, eu voltei mesmo a resenhar. Mas o site lá, ta fora do ar. Humpf... A vida conspira contra mim. # Meu cabelo cresce. # Bolhinhas de angústia nas mãos. Um tanto mais felizes agora. Mas coooçam!!! # Eu alugo filme pra ela, ela dorme e mesmo assim eu gosto dela. # "... confessando bem, todo mundo faz pecado..." # Cer-ve-ja. Já! # Voltei a alimentar o sapinho, vamos ver que filme eu alugo desta vez. # Eu acho engraçado as perguntas de datas festivas. Tu vai passar o carnaval onde? Vai pra onde na páscoa? Vai pra onde nas férias? Vai pra onde no natal? Sou mãe Dinah não meu povo! Sei nem o que vai acontecer comigo amanhã. # "Renunciar às coisas é menos difícil do que se pensa:basta começar.Uma vez que você consegue prescindir de algo que julgava essencial, percebe que pode dispensar também outras coisas e, mais tarde, tantas coisas mais." [Ítalo Calvino]. # Luana, eu sou o seu monitor 2001, e estou vindo aqui só pra avisar que ando meio cansadinho, velho, com um quilo de sal dentro de mim, e logo logo irei viajar, descansar, e talvez pra nunca mais voltar. # Comprei um escapulário da nossa senhora desatadora dos nós. # "... não iriam entender que vezenquando a gente fica triste sem motivo, ou, pior ainda, sem saber sequer se está mesmo triste". [Caio Fernando Abreu].
Girei a chave. Entrei. Pedi licença ao silêncio e toda a calmaria que agora se esparrama pela sala de piso branco, pelos cantos do apartamento que nas férias era pequeno e que hoje, parece de um espaço tão grande que faz qualquer um metro e meio se perder dentro dele. E agora no som de cá toca saudade, coloco Adoniran Barbosa pra alimentar os apertinhos no peito, faço café na cafeteira pra poder sentir o cheiro bom, fechar os olhos e imaginar que ela está na sala vendo a novela, enquanto ele assisti ao noticiário. Saudade de levar os dois pra almoçar naquele shopping que tem som ao vivo com músicas pra velhinhos. De levá-los pra passear no supermercado. De deitar de forma discreta na mesma cama com eles, para que ele alise minha mão e ela faça cafuné no meu cabelo. Saudade das traquinagens dele e das sutilezas dela. De olhar praquela mesa e vê-la pitando suas redes e toalhas redondas. De entrar na cozinha e vê-lo fazer gelo de água de coco pra tomar com o uísque na hora de jogar baralho com ela. Ele, todo o meu lado direito. Ela, todo o meu lado esquerdo. Eles, todo o meu eu.
Dias de chuva.
Quatro balanços e um segredo. Quatro corações para uma dor. Quatro sorrisos para um desejo. Um rubro intenso simbolizando amor. Umas gotas que caem feito chuva, feito lágrima, feito coisa molhada, derramada, dilacerada. Uma rima nos pés e num olhar retilíneo. Elas correm e acenam como se houvesse sede naquelas mãos... E depois se acolhem. Encurvam-se como se guardassem vergonha dos outros em si. Nos olhos, um choro reprimido remetia muita dor. Uma flauta acompanhando o costurar da dança. Havia chuva; mãos; música; bolhas de sabão; passos largos, estreitos, lentos e apressados, que talhavam sentimentos em cima daquele palco. Foi um dia de chuva, por dentro, por fora... Estupefato. Pra quem viu todas aquelas pinceladas sutis de sentimentalidades na ponta dos pés. Delas. Pra quem sentiu toda aquela dança acelerando as onomatopéias do coração.
Essa semana eu não fiz pouuurra nenhuma além de comer, dormir e passear na cidade durante a noite. O casal 20 viaja hoje, daqui uma horinha estarei no aeroporto desepjando abraço saudoso e ouvindo os conselhos de última hora dele. De lá, vou pra Guaramiranga, Festival de teatro. Vou pra assistir, tirar fotos, conversar, beber e me divertir com pessoas que amo; vou pra ver a belezura das serras, cachoeiras e um verde mais bonito.
quando eu voltar traço mais detalhes aqui, embora este blog não seja 100% exposição, isso mesmo, não fiquem felizes, porque vocês não sabem de mim por inteiro.
tengo una mascara mui bela.
:)
eis um post diário de adolescente. é o que tenho sido ultimamente.
Momento Diarinho: * Arre égua! * Dia vinte e três vou pra guará, pra assisti ao espetáculo de dança da minha amigona Fabi, e diz aê que eu vou pra dormir no carro. Ieeeiii. * "O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso". [Mário Quintana] * Estuuuuuda Luana! * A cidade só há de ficar pior. * Das palavras bonitas: gotículas. * "Era um viver que eu não pagara de antemão com o sofrimento da espera, fome que nasce quando a boca já está perto da comida." [Clarice Lispector]. * Ganhei um livro com 5 ótimos contos do Oscar Wilde. Depois que eu terminar de ler, coloco algumas aspas aqui. * "Ela vem chegando, e feliz vou esperando..." * O verbo hoje é: dirigir. * "Nada é bom ou mal até que a gente o decida". [Fernando Pessoa]. * Das coisas que nem todo mundo entende: eu só acumulo as bonitezas e feiúras soltas nas ruas, e nada sai de mim, nada. * E agora eu inventei de ficar no computador ouvindo a trilha sonora do Lost in Translation, pra ver se me inspira... e a única coisa que me acontece é, vontade de lacrimejar de com força! Se é que me entendem. * "Quando você olha por muito tempo dentro do abismo, o abismo também olha dentro de você." [Nietzsche]. * O casal 20. Próximo sábado eles voltarão para o Acre, para perto do filhos, dos outros netos, para a casa que almoçam dez pessoas todo santo dia naquela mesa de três metros. E aqui... bem, aqui só há de ficar um individualismo saudoso. * "Morena dos olhos d'água, tira os seus olhos do mar. Vem ver que a vida ainda vale o sorriso que eu tenho pra lhe dar". [Chico B.] * Eu andei pensando em voltar a resenhar "praquela" COLUNA não-jônica. Espero conseguir, e talvez eu comece com uma resenha do livro O Decálogo. Esperemos. * "E hoje não. Que não me doa hoje o existir dos outros, que não me doa hoje pensar nessa coisa puída de todos os dias, que não me comovam os olhos alheios e a infinita pobreza dos gestos com que cada um tenta salvar o outro deste barco furado. Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda." [Caio Fernando Abreu]. * Diquinhas de filme: O mundo de Leland [filme muito bom, mas que dá pra deduzir o final um tanto antes]. Bang Bang Você Morreu [perfeito]. Edukators [irônico, do jeitinho que eu gosto]. * E agora eu vou caminhar na praia todo santo dia. Eu e minha turma. * Multa. Até que me carrinho saiu bem na foto. * Pizza bb. Boua e barata é na pizzaria Dom José. * Diálogo: - Bege da cor de gente. - E gente é bege? - É sim, cru... sabe? - Sei... quer dizer que eu sou assada? - ... * "Cinco é uma multidão..." [Simon Blackburn]. * Orgulho. Aluguei dois filmes e paguei com o dinheiro guardado no meu sapinho. Opá. * Porque eu tive a maior crise de pânico do mundo em pleno trânsito. Porque eu preciso me tratar urgentemente. Porque eu sou tola, eu. *"A ordem é uma condição necessária para qualquer coisa que a mente humana deva entender".[ Arnheim]. * Eu acho extremamente normal toda e qualquer necessidade de isolamento. Eu acho. * Vou ali, observarr os coqueiros dançando com o vento.